Mastologista são paulo consulta
Quantas vezes você já se sentou na sala de espera de um consultório e, ao preencher aquela ficha cadastral, hesitou por alguns segundos na pergunta sobre o histórico familiar? “Minha tia teve câncer de mama aos 45? Minha avó teve algo no ovário ou era no útero?”. Essa hesitação é comum, mas o que muitos não percebem é que as respostas para essas perguntas são as primeiras pistas de um mapa que pode salvar vidas.
Até pouco tempo, o rastreamento ginecológico e mastológico seguia uma cartilha quase universal: mamografia a partir dos 40, Papanicolau anual ou bienal, e ultrassonografia conforme a queixa. No entanto, a medicina personalizada trouxe uma ferramenta que tirou o foco da “média da população” para focar na individualidade biológica: o mapeamento genético. Quando falamos de câncer de mama ou de ovário, a grande maioria dos casos — cerca de 90% — ocorre de forma esporádica, ou seja, por fatores ambientais, estilo de vida e o simples passar dos anos. Mas há uma parcela de 5% a 10% que está escrita no código genético.
É aqui que genes como BRCA1, BRCA2, PALB2 e TP53 entram em cena. Se uma mulher carrega uma mutação patogênica em um desses genes, o calendário convencional de exames torna-se insuficiente. O que muda na prática? Imagine o caso de uma paciente, chamaremos de Helena, que viu sua mãe enfrentar um câncer de mama aos 38 anos. Pelas diretrizes tradicionais, Helena só começaria suas mamografias aos 30 ou 40 anos. Contudo, ao realizar um painel genético e identificar uma mutação no gene BRCA1, o cenário muda completamente.